Desde 2010 um inédito serviço ao passageiro foi adicionado a cinco dos principais aeroportos do país ( Cumbica e Galeão são uns deles)
Se chama Juizado Especial Cível que realiza atendimentos em casos de pequena complicações que envolvem os passageiros versus as companhias aéreas. A ideia é tornar mais rápida a solução de eventuais problemas entre as partes. O passageiro só pode recorrer ao juizado se apresentar a queixa até 24 horas depois do ocorrido e em casos cujas ações sejam inferiores a 40 salários-mínimos( aqui leva-se em consideração as alterações anuais da renda salarial) A revista Viagem & Turismo acompanhou um dia de trabalho do novo juizado em Cumbica.
Nesta ocasião viu a arquiteta "Ione Almeida Rocha" protocolar uma queixa contra a TAM por impedir que seus sogros viajassem para Cuiabá e dali para Ji-Paraná(RO), a fim de passar o Dia dos Pais. A família havia se atrasado para o embarque e foi informada que a porta do avião já estava fechada. Restava a eles embarcar no próximo voo, além de pagar uma taxa de remarcação de R$100 cada um. Problema: o próximo voo da companhia com destino a Cuiabá (onde seria feita a conexão) sairia quase uma semana depois.
Ione não queria dinheiro, só embarcar os sogros. Foi até o juizado, que fica em um cantinho escondido do aeroporto, contou o seu problema para o analista Luiz Gonzaga e, em menos de cinco minutos obteve a reclamação protocolada. O supervisor de atendimento da TAM José Carlos Bezerra chegou logo depois para a audiência de conciliação, na qual apresentou a versão da companhia. Eis a sua declaração: " Entendo que os passageiros sejam idosos, mas se abrirmos exceção a cada cliente que se atrase, nenhum voo sairá na hora". Ione, contudo, saiu ganhando.
Foi convidada a acompanhar o funcionário até o balcão da TAM., onde remarcou os voos para o dia seguinte, garantindo que os sogros chegassem a Ji-Paraná a tempo de comemorar o Dia dos Pais e ainda não precisou pagar a taxa de R$100. Ione faz parte dos 28% de passageiros que conseguem fechar um acordo por meio do juizado. Márcia Luiza Negretti, diretora dos juizados de Congonhas e Guarulhos declarou a revista Viagem & Turismo que os principais motivos de quixa são atraso nos voos, extravio de bagagem e falta de assistência nesses dois casos. Se não houver conciliação o processo é encaminhado ao ajuizado mais próximo da cidade do passageiro.
(lima tiago/por priscila yazbek)




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